Cinema. Simples assim

Pecados Intimos – Intimidade Exposta

Publicado por: kravitzjunior em: Julho 30, 2007

Um filme que me deu várias interpretações da primeira vez que o assisti. E na segunda me deixou de cabelo em pé.

Tive a sorte de assisti-lo ainda na salona, então a primeira impressão é a que fica. Gostei muito da direção. Parece discreta, conduzindo os atores sempre muito bem. Kate Winslet está muito diferente. Conseguiram deixar ela velha. Marcas de expressão. Toda vez que assisto um filme que alguém da indústria hollywoodiana aparece normal fico surpreso.

Mas vamos ao que interessa.
Uma ótima história, que me prendeu em meu lugar, com a boca e mente abertas. Pois as surpresas existem, mas nada melhor do que presenciar um pouco de nós nas telas. Tem muita gente dizendo sempre que: “faltam boas histórias no cinema americano”. Dessa forma acho que essa é, ao menos, o protótipo de uma boa história. O diretor Todd Field e, o escritor do livro que dá origem ao filme, Tom Perrota tiveram maestria na adaptação da história. Conseguindo deixá-la tão interessante.

Usaram um narrador para adiantar a história e tentar mostrar como se sentiam cada personagem. Confesso que essa ferramenta realmente funcionou.
Outro destaque do filme é a inconseqüência masculina que toma conta da tela quando Patrick Wilson aparece. É engraçado quando nos deparamos com essa inconseqüência de maneira tão clara. Como podemos ir atrás de algumas coisas mesmo sabendo que essas não são, nem de longe, as melhores. Fazemos isso só para “ver no que vai dar”.

Uma característica muito boa também são os planos externos. Sol na piscina, chuva em frente à casa, futebol americano. Isso dá um sabor ainda mais gostoso à película. Ainda existem várias histórias sendo contadas de pessoas que escondem seus pecados íntimos. Assim como todos fazemos.

O título em inglês, que é Little Children, também possibilitou que eu junto aos meus amigos do programa de cinema víssemos outras referencias. Uma delas é; a, mais uma vez, inconseqüência de quando somos crianças, justamente, inconseqüentes. Fazem o que vem à cabeça e muitas vezes não se importam com o resultado.

Eu acho que a “maior” criança do filme é vivido por Patrick Wilson e tenho certeza que depois de assistir o filme você irá entender. Preste atenção na música. Ela consegue delimitar várias cenas sem aparecer mais que o filme o que nesse caso é muito bom.
Patrick Wilson e Kate Winslet funcionam na tela. Acho até que foi por isso que ela o escolheu para ser seu par nesse filme.

Assistam também o outro filme de Todd Field, Entre quatro paredes. Um pouco mais difícil que esse, mas também interessante.

Desculpem a demora para voltar, mas sabem como é a vida. Correndo sempre. Párar jamais. Espero escrever sobre mais alguns filmes aqui essa semana.

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