Publicado por: kravitzjunior em: Agosto 19, 2007
Desde a segunda cena se percebe a importância da trilha sonora composta exclusivamente por David Holmes – convidado pelo diretor para musicar mais uma vez, com maestria, a saga dos amigos – que no decorrer da história só melhora. Acredito que o grande mérito dessa película foi conseguir, mais uma vez, reunir vários astros em um mesmo filme e dessa vez com Al Pacino.
A história é normal, no entanto, em nenhum momento chega a empolgar realmente.É um filme que passa as informações muito rapidamente e infelizmente a legenda branca, mais uma vez, não possibilita pegar todas as “deixas”, mas isso é detalhe.
Uma coisa estranha nesse material foi a cor que usaram no filme. O vermelho é predominante, mas não como nos filmes do Almodóvar, é saturado; as pessoas pareciam todas ter passado uma semana de férias nas Bahamas.
E isso foi estranho. Já sobre a direção; existem alguns detalhes de câmera muito interessantes nos moldes do “24 horas”. Sem cortar uma cena longa na qual se dá close em três rostos diferentes sem arrumar o foco enquanto a câmera corre para encontrá-los na cena. E quem me conhece sabe que eu deliro quando o diretor abusa da sua liberdade. Sem contar alguns takes de mão quando o personagem de Matt Damon está na Inglaterra. E eu também gosto muito disso.
Quanto às atuações, nada que consiga sobressair, mas Matt Damon, Brad Pitt e George Clooney mandam bem quando conversam. Todos conseguiram prover o que era necessário para cada cena. Mas acredito que poderiam ter dado mais.
É um filme interessante, mas o primeiro ainda é o melhor.
No entanto dá para perder um domingo à tarde ao invés de assistir o Faustão.