Publicado por: kravitzjunior em: Setembro 5, 2007
As tardes frias de Nova York nos reservam uma surpresa.
Logo de cara uma ótima música que rapidamente descubro que é de Philip Glass – que elogiei recentemente nesse espaço -, pois me deixa quase paralisado com as notas que ouço. Já de começo me preparo para um bom filme, pois o compositor da trilha acertou mais uma vez.Após toda essa passagem começamos a ver atores de filme. A coisa parece meio morna nessa parte, mas rapidamente ganha ritmo. Catherine Zeta Jones está muito bem produzida na película. E um detalhe interessante são as cores usadas no filme, que se destacam desde a parte “preliminar”. Tudo bem, deixando o resto dos detalhes para depois, a história é bem normal. Nada de mais, me arriscaria a dizer. Mais uma vez inspirada em algo escrito, por sinal, mas como eu não anotei o nome do autor aí não adianta.
A direção é tranqüila, sem muitos destaques, mas duas atuações conduzem os sentidos durante o filme. A, já, indicada ao Oscar Abigail Breslin, com sua pele branca, olhos claros e expressões convincentes amoleceu meu coração com seu jeito de chorar de verdade. Algo comovente. Um adendo a esse detalhe é que pela primeira vez eu vi em um filme alguém acordar descabelada – Catherine – Prestem atenção quando ela acorda no hospital. É tão inédito e diferente que parece até estranho.
Ainda nas atuações, Aaron Eckhart é o típico canastrão. Ele tem cara de comédia e então vive um personagem engraçado. A primeira vez que o vi foi em “Obrigado por fumar”, também em uma excelente atuação. Confesso que quando o reconheci no pôster do filme, foi um chamariz para assistir “Sem Reservas”.
Confesso que acho ele um bom ator. Ao menos em papéis com base cômica.
No geral o filme consegue alternar momentos engraçados com momentos bem tristes, cenas em slow motion utilizadas com grande noção de tempo, que conseguem passar a intenção real do momento.
O trabalho com cores em certos momentos é ótimo. Cores quentes e frias em contraste e isso também é bom. Mas o destaque continua com a música instrumental, pois Phillip Glass prova que sabe colocar mais um “ator” em cena. Todas as cenas tristes são empurradas para o cérebro pelas músicas.
Em todo caso, é um filme para assistir com a família ou com uma boa companhia – diga-se de passagem que uma boa companhia faz do filme algo ainda melhor -, mas nada que se encaixe entre os grandes filmes da temporada.
Recomendo a quem quiser ouvir boas músicas e pensar um pouco em como uma família é importante. E ainda perceber que, muitas vezes, deixar as regras de lado pode nos fazer bem.