Publicado por: kravitzjunior em: Abril 13, 2008
Bem, esse é o primeiro filme que eu assisto sabendo que quem o dirigiu foi Nick Cassavetes. Um cara de grande expressão em Hollywood, filho de outro Cassavetes – que eu não me recordo agora, então procure no Google -. Ele também dirigiu o clipe do Justin Timberlake “What´s goes around comes around”, na minha opinião, uma superexperiência áudio visual.
Um filme baseado em uma história real que precisou de um final novo devido a uma novidade após o fechamento das filmagens. Aluguei o filme com boas expectativas, já que o diretor é muito comentado – mesmo eu nunca tendo prestado atenção no trabalho pregresso dele – estrelado por Emily Hursh e, o principal chamariz, Justin Timberlake. As atuações são interessantes, venho acompanhando a carreira de Emily desde o filme Um Show de Vizinha. Esse ator é considerado pela critica americana uma das grandes promessas da indústria. Sem contar que é o ator que dará vida ao personagem do filme Speed Racer, dirigido pelos irmãos Wachowisck – primeiro trabalho na direção depois de Matrix -.
Timberlake tem uma atuação sem sobre saltos. Deu o que o papel pediu. Algo normal ao alcance de qualquer mortal que se identifique com a arte de atuar. Outros destaques são a presença de Sharon Stone e Bruce Willis interpretando o de sempre.
A história é algo interessante, pois parece em todo o momento que será algo com uma resolução fácil. Que tudo está no controle, mas esse ponto pode ser considerado o surpreendente de tudo o que é contado na película. Vamos a um pequeno resumo:
Líder de gang de adolescentes ricos de Los Angeles tem uma divida de drogas para receber e o devedor tenta “rachar o prejuízo”. Após as desavenças referentes a divida o líder – Truelove – seqüestra o irmão do devedor para fazê-lo pagar. Mas o que poderia ter sido resolvido de maneira simples e rápida – já que o rapaz “seqüestrado” só tem 15 anos e não se sente ameaçado aproveitando todas as experiências que lhe são dadas – não acaba da maneira mais apropriada. O momento derradeiro do filme se torna uma cena covarde , a qual eu gostaria muito de não acreditar que possibilitou toda a ingenuidade de quem estava com a vida em risco e toda a maldade de quem efetuou e participou da maldade. O fato de o roteiro ter sido baseado em algo real torna tudo mais pesado. Ainda existe uma jogada de depoimentos reais com outros realizados pelos atores o que da mais dramaticidade. Um filme normal, mas tocante ao mesmo tempo, pois acaba fazendo com que o espectador compreenda um pouco da realidade conturbada daquela juventude que quer parecer algo além do que é. Como é dito em uma parte dos extras:
“Você acaba percebendo que os caras maus não são tão maus assim”.
Voltando para a direção; mesmo sabendo que Cassavetes é incensado no cenário alternativo de Hollywood eu ainda não compreendi sua marca. Talvez isso se deva ao fato deste ter sido o primeiro filme dele que eu assisti tentando compreender o que ele tentou passar durantes as cenas. No entanto com Spike Lee, por exemplo, a identificação aconteceu já com o primeiro filme que eu vi o nome do diretor nos créditos. Já com Woody Allen eu precisei de um pouco mais de tempo para pegar o estilo dele de dirigir. Espero conseguir, em breve, perceber o estilo do diretor de Alpha Dog para saber realmente se estou perdendo algo, já que durante todo o filme não notei nenhuma inovação a não ser pela idéia interessante de contar uma história recente e com seu final passando aqui ao nosso lado – no Paraguai – exigindo a filmagem de uma cena extra, nada de muito destaque, mas que colabora para o entendimento dessa história.