Iron Man - Homen de Ferro

Maio 1, 2008 - No Responses

Um filme não muito além do esperado. Uma direção básica, sem muitas inovações.

Robert Downey Jr. se mostrou um excelente ator, não me lembro de de nenhum filme marcante que a atuação dele sobressaisse tanto. Claro que dessa vez ele é o principal personagem de uma produção bancada integralmente pela Marvel em seus novos estudios. Pra quem não sabe Downey Jr. tem histórico de problemas em gravações e uso de drogas, mas dessa vez parece ter dado tudo certo.

Bem, é importante que eu diga que não me recordo de ter lido nenhuma história em quadrinhos sobre o Homem de Ferro, mas no filme o personagem parece muito sagaz e engraçado. O público riu muitas vezes como se estivessémos assistindo a um filme de comédia pastelão, o que não deixa de ser verdade. Tony Stark produz momentos hilários durante o filme com sacadas excelentes e isso mostra que é possível fazer um filme interessante sobre super heróis que não esteja com seu alicersse fincado somente na ação.

Downey Jr. é realmente surpreendente, se mostra um ator versátil e com uma expressão muito boa.  O ator coadjuvante – Terrecence Howard – também é muito bom. Lembrem-se dele de “Crash – No limite”. Ele representa muito bem a parceria entre o herói e seu fiel escudeiro. Outro detalhe importante  que percebi  enquanto assistia ao filme foi; como Gwyneth Paltrow é linda. Em algumas cenas ela parece um anjo. Já a atuação dela é básica, mas interessante.

Sobre o cinema e a história

Pela primeira vez eu pude assistir a um lançamento em seu primeiro dia, em uma capital e em um super cinema. O cinema estava lotadaço e o público até que se comportou bem.

A história do heróis é mais ou menos assim:

Um super construtor de armas que após ser sequestrado descobre que suas armas estão sendo vendidas para as “pessoas erradas”. Após isso constói uma super armadura para sua fulga e posteriormente a aprimora para ajudar as pessoas que suas armas estão prejudicando.

Um problema do filme.

O diretor usa de vários clichês como a morte do parceiro que iria encontrar a familia no céu, algumas músicas sugestivas de redenção, amor e etc.

Geral

O início do filme é interessante com a música Back in Black do AC/DC rolando a todo vapor, mas durante todo o tempo espera-se ouvir os acordes de Iron Man que só aparece no final. Sem contar que essse final é bem interessante, em um momento alto da história e surpreendente, já que em algumas partes no meio do filme os diálogos ficam chatos e a galera fica um pouco inquieta em suas poltronas.

No entanto o final no alto compensa.

Apenas uma vez - Once - um filme simples

Maio 1, 2008 - No Responses

Foto

Um filme tocante com uma produção básica, mas que deixa clara a principal intenção da película; mostrar a música como algo que pode aproximar  pessoas.

A fotografia é básica, a iluminação é somente a necessária, a câmera está quase sempre na mão – eu gosto disso, mas nesse filme fica um pouco fora de contexto -, a história é básica em alguns momentos, os diálogos são bem simples. Mas assim como em Closer, as músicas são belas e fazem os fungados surgirem em meio a platéia logo nos primeiros minutos da história.

A película traz alguns sentimentos à tona, como a saudade que brota no peito em meio aos sons e frases ditas pelos personagens. Entrando na seara dos personagens, é importante destacar que eles são pessoas com situações de amor mau resolvidas se encontrando pelas ruas de Dublin – me corrijam se eu estiver errado – por meio da música de um e da vontade de fazer música de outro. E ainda contando suas histórias através de suas composições.

Os atores são básicos, nada de mais, mas conseguiram passar as nuances da história de maneira fácil de entender e compreender. A direção não inova, mas não inventa nada que não pudesse fazer com os recursos que dispõe.

É um filme para quem gosta de música, feito com 150 mil doláres e que conseguiu arrebatar o coração da crítica e arrecadar, só nos Estados Unidos, mais de um milhão de dólares. É uma produção honesta que não tentou fazer nada que não estava ao alcance deles. Por isso é um ótimo filme, pela simplicidade que foi utilizada na sua produção e pela honestidade com o espectador.

Jogos do poder

Abril 13, 2008 - No Responses

De início eu não iria tecer nenhum comentário a respeito desse filme. Uma produção interessante com Tom Hanks, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman. Parece uma comédia pelo trailer que era divulgado no cinema. Mas na verdade não é. E só isso eu teria a dizer a respeito dessa película.

Mas a medida que a história foi passando fui percebendo links interessantes com outros filmes que eu assisti essa semana. Eu ainda não falei pra vocês, mas estou com um projeto de assistir vinte filmes em 14 dias e acho que vou chegar lá. A essa altura vocês já devem ter percebido que eu inundei esse blog com várias críticas cinematográficas ao mesmo tempo, mas isso é só um detalhe.

Bem, como eu ia dizendo; foi possível fazer vários links interessantes já que esse é um filme baseado em uma história real de um congressista americano que financiou a vitória do Paquistão sobre os invasores russos. O congressista passou por cima de várias idéias que eram pregadas para a guerra fria daquele tempo; após ver como viviam os refugiados desse conflito.

Aí começam as nossas conexões, por causa dessa invasão russa ao Paquistão o personagem principal do filme “O Caçador de Pipas” sai do seu país de origem e vai morar nos Estados Unidos onde várias mudanças acontecem em sua vida.

Por causa dessa invasão os Estados Unidos investem em treinamento e armamento para os rebeldes daquele país que posteriormente começam a guerra contra o “American Way of Life” e também contra os EUA. E por causa dessa “batalha” acontecem os atentados de 11 de Setembro reportados em parte no filme “Vôo Unite 93” de Paul Greengrass.

Outro link pode ser feito entre “Onde os Fracos Não Têm Vez” e o “Alphadog”, já que conforme a minha reflexão a respeito do título original do filme, pode-se subentender que a adaptação dos mais velhos a nova realidade dos jovens americanos não existe de uma forma muito real. Dessa forma a história de “Alphadog” conta como esses jovens que deixaram de chamar os mais velhos por senhor e senhora cometem um ato bárbaro contra um inocente.

Essas coisas no cinema são muito engraçadas e interessantes, pois quem diria que nessa maratona de filmes eu assistiria várias histórias ligadas e contadas de pontos de vista diferentes e em momentos temporais um tanto distintos. Por isso o cinema é cultura.

Sobre “Jogos do Poder” digo somente que é um filme um tanto complexo, já que lida com fatos históricos importantes para o atual contexto político e social que vivemos. Por isso para que aja uma compreensão ainda mais profunda do tema que é abordado é necessário conhecer um pouco mais da história dessa passagem americana.Fica o destaque, mais uma vez, para a atuação de Philip Seymour Hoffman que simplesmente consegue ser uma pessoa diferente em cada filme que participa.

Prestem atenção na frase final do final do filme. Uma liçãozinha de moral, mas um bom fundo de verdade.

 

 

Onde os Fracos Não Têm Vez

Abril 13, 2008 - No Responses

Um filme que já no começo me surpreende. Eu nunca havia visto o selo “Paramount Vantage”, algo que no início da película fica claro. Já havia visto o “Sony Classic” e o “Paramount Classic”. Acredito que esse selo “Vantage” foi criado exclusivamente para o filme dos Irmãos Cohen.

A idéia de vintage para o filme fica clara já nas primeiros takes, pois as cores são um pouco antigas – meio amarronzadas - , as imagens têm vários riscos lembrando filmes da década de setenta/oitenta, creio eu. Uma idéia diferente, interessante e inconvencional. E isso me interessa, pois vocês sabem que eu tenho atração por coisas “diferentes”, cinematograficamente falando.

Vamos ao que interessa; o filme. Uma coisa que chama muito atenção é o sotaque Texano, algo que eu já gostava e depois de um filme inteiro falado com a “boca torta” ficou ainda mais latente em meus gostos.

A fotografia, em diversos momentos, ganha um destaque fundamental. A imagem sobressai à tela, um daqueles momentos para serem registrados no cérebro e guardados como referencia cinematográfica. As atuações estão na medida, mas não existe a possibilidade de não comentar a primorosa adaptação de Javier Barden – o ator que vive o assassino maníaco -. Se eu não o tivesse visto recebendo o Oscar talvez não enfatizaria sua caracterização. Mas após vê-lo tão espontâneo na cerimônia e posteriormente tão contido e cheio de trejeitos na película; fiquei realmente impressionado.

Não vi todos os indicados ao Oscar de melhor ator ainda, mas Barden tem uma larga vantagem em relação aos outros.

A história tem uma linha básica que une os personagens:

Uma mala com dois milhões de dólares encontrada em uma cena de guerra pelo, até então, personagem principal. Após ter negado um pedido de um moribundo resolve voltar à cena e realizar o pedido, mesmo reconhecendo que será uma burrice. E daí pra frente a história se delineia como algo real, brutal e intenso.

 

O mais louco é que em quase nenhum momento existe uma adição de música. As cenas ficam cruas, parecidas com o teatro, mas com um tratamento de gelar o estomago. A intenção das cenas fica encravada nas falas dos personagens o que é bem diferente do que estou acostumado a assistir ultimamente. Sobre os cuidados é importante destacar o trabalho dos irmão Cohen. Mesmo eles não abusando de “grandes esquemas de direção”, o filme é algo marcante pelos fatores que eu enumerei anteriormente.

 

De acordo com José Wilker, eles fazem cinema por diversão. E isso realmente deve ser muito bom, é notável o esmero que eles têm com o filme, o roteiro e a história. Eu conheci o trabalho deles no filme “Irmão, cadê você?” – se eu não estou enganado -. Assisti esse filme recentemente, na Sessão de Gala da globo. E aí eu percebi que eram bons diretores e contadores de história já que eles também tinham escrito o roteiro desse outro filme.

 

Pra fechar fica a dica, o final do filme fica bem linkado com os filmes europeus. Mas essa será a surpresa que eu guardo pra vocês.

P.S. Tenho que fazer um comentário sobre a tradução do título para português. O nome do filme em inglês é “No Country For Old Man” em tradução livre “Sem lugar para velhos”. O que eu pude refletir sobre esse título é que ele tenta mostrar que as mudanças muitas vezes não são facilmente compreendidas pelos mais velhos. Isso fica explicito, pra mim, em um momento no qual Tommy Lee Jones fala que, “no momento em que os mais novos deixarem de chamar as pessoas por senhor e senhora as coisas estarão perdidas” e também pela não compreensão por parte do personagem da sua função na policia. Então, mais uma vez a tradução do titulo para o português tira algumas nuances da história, sem contar que o personagem de Jones pode ser entendido como o principal da película. Um filme simples, mas que mostra alguns caminhos interessantes para contarmos vidas.

 

Vôo United 93

Abril 13, 2008 - No Responses

Ação, esperança e emoção.

Essas três palavras permeiam esse filme de edição estonteante de Paul Greengras. Para quem não está em sintonia com o mundo do cinema Paul foi indicado a um Oscar – que eu não me lembro agora – e dirigiu o Ultimato Bourne. Um outro filme com edição frenética que eu recomendo.

Um filme que a realidade do único vôo que não chegou ao seu objetivo. É interessante pensar que esse é um filme curto, mas que mostra de uma maneira interessante e bem próxima da realidade do momento. É muito intenso, com uma boa produção, atores interessantes sem contar que o ator que vive o terrorista piloto é o mesmo que vivenciou o personagem principal do filme Caçador de Pipas.

Em certo momento do filme eu já em sabia mais por quem torcer, no entanto é interessante o destaque que é dado próximo ao final a ação dos passageiros para frustrar os planos dos terroristas. Porém ali no momento é possível notar um erro de planejamento o qual eu espero que vocês percebam, já que várias pessoas se reuniram para tomar o controle do avião, mas perderam muito tempo dominando apenas um terrorista. Existe ainda uma cena que deve se tornar um clássico, o momento em que é intercalada a imagem dos mulçumanos e dos americanos orando. É uma cena que mostra como as pessoas podem acreditar na mesma coisa, mas no entanto fazer coisas diferentes. Esse pode ser um dos problemas do homem, já que muitas vezes devido a crença que cada um tem algumas ações se tornam inquestionáveis.

Um outro fator interessante é a edição das cenas finais que deixam o espectador quase sem ar. O sentimento de que aquela história pode ter um fim diferente, mas como é inspirada em fatos reais a esperança dura pouco. É uma pena essa história ter terminado dessa forma.

Outro detalhe para o qual é dado um destaque interessante são as conversas entre os passageiros e seus familiares. Um momento comovente e muito real. Esses detalhes e a atenção dada a essas pequenas coisas tornam o filme ainda mais interessante.

O som é ótimo, um filme que deve ser assistido por todos que tem interesse por uma história real contada de uma maneira convincente. Paul Greengras conseguiu colocar seu nome no hall dos cineastas de sucesso e seu nome está agora vinculado a grandes projetos. Um dos próximos projetos do cineasta é contar a história do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela policia britânica por ter sido confundido com um terrorista. Se ele manter essa “mão” para mostrar histórias reais, com certeza esse será mais um excelente filme para entendermos essa onda de insegurança que assola o mundo anglo saxão desde os atentados de 11 de setembro.

Let´s talk about Alpha Dog

Abril 13, 2008 - No Responses

Bem, esse é o primeiro filme que eu assisto sabendo que quem o dirigiu foi Nick Cassavetes. Um cara de grande expressão em Hollywood, filho de outro Cassavetes – que eu não me recordo agora, então procure no Google -. Ele também dirigiu o clipe do Justin Timberlake “What´s goes around comes around”, na minha opinião, uma superexperiência áudio visual.

 Um filme baseado em uma história real que precisou de um final novo devido a uma novidade após o fechamento das filmagens. Aluguei o filme com boas expectativas, já que o diretor é muito comentado – mesmo eu nunca tendo prestado atenção no trabalho pregresso dele – estrelado por Emily Hursh e, o principal chamariz, Justin Timberlake. As atuações são interessantes, venho acompanhando a carreira de Emily desde o filme Um Show de Vizinha. Esse ator é considerado pela critica americana uma das grandes promessas da indústria. Sem contar que é o ator que dará vida ao personagem do filme Speed Racer, dirigido pelos irmãos Wachowisck – primeiro trabalho na direção depois de Matrix -.

Timberlake tem uma atuação sem sobre saltos. Deu o que o papel pediu. Algo normal ao alcance de qualquer mortal que se identifique com a arte de atuar. Outros destaques são a presença de Sharon Stone e Bruce Willis interpretando o de sempre.

A história é algo interessante, pois parece em todo o momento que será algo com uma resolução fácil. Que tudo está no controle, mas esse ponto pode ser considerado o surpreendente de tudo o que é contado na película. Vamos a um pequeno resumo:

Líder de gang de adolescentes ricos de Los Angeles tem uma divida de drogas para receber e o devedor tenta “rachar o prejuízo”. Após as desavenças referentes a divida o líder – Truelove – seqüestra o irmão do devedor para fazê-lo pagar. Mas o que poderia ter sido resolvido de maneira simples e rápida – já que o rapaz “seqüestrado” só tem 15 anos e não se sente ameaçado aproveitando todas as experiências que lhe são dadas - não acaba da maneira mais apropriada. O momento derradeiro do filme se torna uma cena covarde , a qual eu gostaria muito de não acreditar que possibilitou toda a ingenuidade de quem estava com a vida em risco e toda a maldade de quem efetuou e participou da maldade. O fato de o roteiro ter sido baseado em algo real torna tudo mais pesado. Ainda existe uma jogada de depoimentos reais com outros realizados pelos atores o que da mais dramaticidade. Um filme normal, mas tocante ao mesmo tempo, pois acaba fazendo com que o espectador compreenda um pouco da realidade conturbada daquela juventude que quer parecer algo além do que é. Como é dito em uma parte dos extras:

“Você acaba percebendo que os caras maus não são tão maus assim”.

Voltando para a direção; mesmo sabendo que Cassavetes é incensado no cenário alternativo de Hollywood eu ainda não compreendi sua marca. Talvez isso se deva ao fato deste ter sido o primeiro filme dele que eu assisti tentando compreender o que ele tentou passar durantes as cenas. No entanto com Spike Lee, por exemplo, a identificação aconteceu já com o primeiro filme que eu vi o nome do diretor nos créditos. Já com Woody Allen eu precisei de um pouco mais de tempo para pegar o estilo dele de dirigir. Espero conseguir, em breve, perceber o estilo do diretor de Alpha Dog para saber realmente se estou perdendo algo, já que durante todo o filme não notei nenhuma inovação a não ser pela idéia interessante de contar uma história recente e com seu final passando aqui ao nosso lado – no Paraguai – exigindo a filmagem de uma cena extra, nada de muito destaque, mas que colabora para o entendimento dessa história.

O caçador de pipas

Abril 13, 2008 - One Response

Pensem em um filme ao qual eu fui assistir sem esperar por nada. Esse era o filme.

Mesmo com dois outros filmes que eu quero assistir a muito tempo passando no mesmo horário, acabei fazendo a escolha pelo “Caçador de Pipa”, já que esse começava dez minutos depois e também por que o pai da minha namorada havia lido o livro e gostado bastante. Essas eram as únicas credenciais que me fizeram assistir ao filme. Ainda bem que elas existiam.

O início da história é bem normal, eu fiquei procurando links e não encontrava nada, acredito que a coisa fica morna ao menos pelos 20 minutos iniciais. No entanto a partir do momento em que a história entre dois meninos se delineia para a platéia, a emoção toma conta da história. Algo singelo e bonito que mostra um pouco como as diferenças tribais afetavam a vida da população do oriente médio – e hoje ainda isso afeta bastante -, e como a amizade pode ser pura até o momento em que ouvimos e vemos algo que não deveríamos. Em certo momento da história eu já nem sabia mais se o que estava sendo tratado no filme era amizade ou devoção, mas quem se importa com isso quando a beleza do relacionamento entre duas crianças está latente na tela.

Os atores nativos, falando em árabe, são bem expressivos e acredito que isso dá um ótimo tom a história. Fiquei imaginando em diversos momentos como algumas passagens foram contadas no livro. Uma montagem emocionante acontece quando existe batalha das pipas. Ali e u já comecei a me emocionar, mas achei que fosse só uma vontade que estava intrínseca a mim. Mas não era. O filme dispõe de uma trilha sonora que vai envolvendo de vagar e de repente você está dentro do filme. Já fazia muito tempo que eu não chorava dessa forma.

As cores da película são sempre meio marrons, mostrando – acredito – os relacionamentos naquela parte distante do mundo. Á partir do momento em que a história de somente um menino passa a ser contada as coisas ficam ainda mais interessantes. Da mesma forma que no começo do filme, esse reinício fica insosso, mas mostra de uma maneira mais clara o que acontece com pessoas que se afastam de suas culturas, mas ainda tentam se manter ligados a ela. Uma coisa estranha é que mesmo nos Estados Unidos os “paquistaneses” se mantém sempre próximos e em conexão. Achei isso nada interessante, já que apóio a miscigenação dos povos. No entanto, mais adiante na película fica claro o porquê dessas coisas acontecerem.

Falar um pouco das ações da primeira parte do filme e contar

Esse é um filme que eu gostaria muito de gravar uma foto em minha cabeça e marcar o sentimento que tive ao terminar o filme. Chorava quase compulsivamente, mas me sentia bem por ter prestigiado na tela grande uma obra de tamanha beleza. Sem contar que agora tenho que ler esse livro.

Rambo IV – Um sucesso de desastre

Março 17, 2008 - No Responses

As expectativas eram grandes, mas eu já sabia pelo que esperar. Li recentemente uma crítica sobre o filme no Omelete e então fui preparado para diálogos e roteiro fracos, mas para uma boa aparição do Sly na tela. Posso dizer que foi meio a meio. 

O filme é um pouco tosco, percebe-se que faltou grana para uma boa finalização. Existem falhas imperdoáveis na produção, como uma maca feita às pressas no meio da floresta, mas no entanto, muito bem amarrada e produzida. Ou os efeitos 3D que deveriam deixar as cenas mais reais, mas ao invés disso proporcionou momentos de riso frenético nos espectadores da sala. 

A pós-produção também deixou a desejar  com trocas de filtros  em momentos errados. (Filtros são cores que eles usam para dar tonalidade em determinadas cenas, no caso do Rambo eles trocavam um filtro vermelho por um marrom no meio da cena e isso é imperdoável). Os atores são fracos, o roteiro ficou cheio de arestas,com várias partes soltas. 

Como no momento em que Rambo é “convencido” a subir o rio. Meu, mais uma vez os caras fazem as cagadas por causa das mulheres que já tem outro cara. Sly manteve a mesma personalidade dos outros Rambos, fala pouco e só lança frases de efeito. Vários clichês são notados como cenas entre as frestas da madeira, filmagens de um plano acima mostrando os pés sendo arrastados na lama para de baixo de um barracão. 

Muita chuva. 

De negativo é isso, o pior que eu tenho certeza que se o Sly, que dirigiu e escreveu o roteiro, tivesse procurado algum parceiro de qualidade para ajudá-lo tenho certeza que teria encontrado. Se tivesse procurado atores melhores teria encontrado. Eu, por exemplo; não que eu seja um bom ator, mas me garanto perto daqueles tiozinhos. 

Ele ainda poderia ter convidado o Fernando Meireles ou o diretor de Tropa de Elite, que fazem milagres com atores não profissionais me pouca grana, para dirigir o filme. Na verdade, eu esperava muito mais dessa vez, pois enfim pude ver o Rambo na telona. A realização de um sonho de criança. 

Um ponto positivo foi a escolha do lugar e do tema para ser filmado, já eu voa parte daquilo que é mostrado no filme realmente acontece. Como destaque ficam aquelas cenas no começo da projeção que são de tamanho menor. Àquelas imagens são todas reais. Segundo Sly a intenção foi jogar uma luz sobre um povo que sofre há muito tempo com esses problemas e quase ninguém se importa. 

Mas na verdade eu queria mais violência, mais ação. Queria um bom filme com pouco dinheiro, como outros mostraram ser possível fazer. Mas infelizmente não deu.

No entanto, uma coisa é certa; Rambo é Rambo e se você gosta do estilo,não vai se arrepender de pagar a entrada. Assim como aconteceu comigo.

A lenda do tesouro perdido II - Enfim Cage encontra seu personagem

Fevereiro 15, 2008 - No Responses

Um filme, sua segunda parte e uma boa história

Nossa, hoje foi uma loucura. Enfim fui ao cinema aqui em Floripa. E que cinema.
Poltronas ultra confortaveis, sala ultra grande, som ultra digital. Hhhe.
Fui asistir a sequência da “Lenda do Tesouro Perdido”, um blockbuster produzido por Jerry Bruckeheimer - o mesmo de Piratas do Caribe -.
Como eu já conheço o trabalho do cara, já tinha assistido o primeiro e gosto muito do Nicholas Cage empenhei oito pila na meia entrada e lá fui eu.

Uma história boa, mesmo sendo parecida com a do primeiro, com os plots - viradas - iguais. As atuações muito convincentes.
Dessa vez a corrida do caçador de tesouros vivido por Cage é para limpar o nome de um parente de sua linhagem, que
agora é acusado de participar da conspiração para a morte de Abraham Lincoln.

Possui vários momentos de surpresa, uma trama que faz a galera tremer nas poltronas. Ao menos eu dei
alguns pulos por lá. Uma trilha sonora envolvente e excelentes efeitos especiais.

Duas horas bem empregadas. Eu acho. Fazia tempo que eu não assistia um filme e nem ia ao cinema. A saudade da poltrona
grande fez com que eu esquecesse tudo nesse dia e fosse para a sala escura. Só senti falta da galera que com a qual sempre
comento os filmes e depois apresentamos o nosso programa na www.radiouniversitária.com.br .

Hoje o comentário é curto, pois já faz algum tempo que eu assisti esse filme. Pena que só agora eu pude escrever sobre.
Espero que também tenham a oportunidade de vê-lo. Agora eu necessito ver o Gangster e Cloverfild. Até a próxima.

Em busca da terra do nunca - Johnny Depp é mágico

Outubro 9, 2007 - No Responses

Um filme no mínimo mágico. Assim defino Em busca da terra do Nunca.Uma atuação muito consistente de Johnny Depp e Kate Winslet. Acredito que o elenco foi muito bem escolhido e isso colaborou demais para que a história fosse muito bem contada.

O mais engraçado é que vendo o que aconteceu para que o autor de Peter Pan conseguisse escrever a história eu percebi como é importante nos mantermos crianças, “meninos nunca deveriam ir pra cama, pois quando acordam estão mais velhos”. Essa frase me fez pensar o quanto é bom fugirmos das regras adultas. Um filme que me fez pensar na importância de viver.

E o mais interessante é que tem uma boa produção, cores maravilhosas, uma fotografia esplendida entre vários outros detalhes muito marcantes. Entre os principais está a trilha sonora que, realmente, aparece nos momentos certos e dá sempre a intenção da cena. A música composta por Jan A. P. Kaczemarek, praticamente um desconhecido pra mim, me agradou muito e me comoveu nos momentos certos.

Um filme de primeira grandeza, não só pela produção genial das histórias que aconteciam na cabeça do autor, mas também pelo elenco mirim que vai te conquistando a medida em que o filme vai passando. Recebeu sete indicações ao Oscar e realmente é um filme comovente.

Há tempos não via um bom trailer e um bom filme, já que atualmente os trailers se tornaram mais atraentes do que o resultado final. Importante destacar a presença de Dustin Hoffman que dessa vez mostra uma de suas atuações inspiradas, já que nem sempre é possível dizer isso dele.

Detalhes muito importantes a serem destacados; o diretor, Marc Forster, dá alguns closes muito bons nos rostos, usa takes caídos para os lados, closes nas mãos do Johnny, sem contar alguns movimentos de câmera que são usados na medida certa dando agilidade nos momentos em que o filme precisa. É um filme curto e que não te deixa desgrudar os olhos da tela em nenhum minuto. Emocionante e esplendido.

Quem diria que o autor de Peter Pan também teria uma ótima história para contar? Recomendo a todos que gostam de bons filmes e digo a vocês que já estou com vontade de assisti-lo novamente. Frases que marcam: Nesses últimos trinta segundos você deixou de ser criança, agora você cresceu. Seja maduro, mas não seja adulto.